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Domingo, 05 de setembro de 2010 -

29/07/2010 - RPPN Osvaldo Timóteo participou do 2º Encontro de Gestores da UC's da Mata Atlântica - AL.

28/07/2010 - A Diretora RPPN Osvaldo Timóteo participou do Debate sobre o novo Código Florestal.

30/06/2010 - Ecologista Osvaldo Timóteo é manchete no site Tudo na Hora.

19/06/2010 - O Ecologista Osvaldo Timóteo, fez visita técnica a APA SERRA DO BATURITE – CE.



14/08/2010 - Federação das Indústrias de Alagoas plantou 1.000 árvores na RPPN Osvaldo Timóteo.

05/06/2010 - RPPN Osvaldo Timóteo e Cycosa plantam 1.000 árvores no Dia Mundial do Meio Ambiente.

27/05/2010 - RPPN Osvaldo Timóteo expõe no 5º Salão de Turismo – São Paulo.

25/05/2010 - Ecologista Osvaldo Timóteo importa tecnologia de Holambra - São Paulo.

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31/12/2009 - O Ecologista Osvaldo Timóteo é homenageado com o mais importante Prêmio do PAÍS – PRÊMIO MURIQUI.

Prêmio Muriqui 2010 será entregue a dois alagoanos.


O Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CN-RBMA) escolheu os ganhadores do Prêmio Muriqui para o próximo ano. Dos três contemplados, dois são alagoanos: o ex-jornalista ambiental Paulo Pedrosa (em memória) e o proprietário da RPPN Osvaldo Timóteo, que teve o reconhecimento do seu trabalho prestes a completar 80 anos. A premiação é dividida em três categorias, prêmio especial, pessoa física e pessoa jurídica. O prêmio de pessoa jurídica foi para a ONG gaúcha Curicaca.

O proprietário da RPPN que leva o seu nome, Osvaldo Timóteo, irá receber o prêmio na categoria de pessoa física. Admirado pelos seus feitos, Osvaldo Timóteo é um ex-plantador de cana-de-açúcar que resolveu se tornar conservacionista. Durante 10 anos foi fornecedor de cana para usinas locais, até que em 1986 vendeu parte da propriedade e decidiu recuperar 55 hectares com mata atlântica.

Em 2004 tomou conhecimento do que era uma RPPN e resolveu transformar a propriedade em uma reserva privada. Com o apoio da Associação de proprietários de RPPN Macambira e da AMANE obteve o título de RPPN em 2007. A RPPN Osvaldo Timóteo foi criada em uma área de 22 hectares, no município de São José da Lage, em Alagoas, e desde então vem promovendo ações sustentáveis, de incentivo a educação ambiental e a preservação da biodiversidade.

Seu Osvaldo levou mais de 40 anos para realizar um sonho que começou há muito tempo. “Nasci em uma fazenda, convivi com muitas plantas, aves e animais, ao crescer fui percebendo que estavam desmatando tudo, então desde jovem eu queria ter um pedaço de terra para poder reflorestar”. Ao falar da premiação, ele modestamente diz que ficou muito feliz e envaidecido. “Fiquei um pouquinho mais vaidoso do que já sou, é diferente dos prêmios que já recebi, pra mim é algo muito significativo, de muito valor. Na verdade eu faço tudo por amor e esse prêmio vem reconhecer tudo o que fiz, sou muito grato às pessoas que me ajudaram nisso”, fala Seu Osvaldo.

Osvaldo Timóteo envolveu toda a família, dez filhos, 18 netos e cinco bisnetos, no projeto de restauração da mata atlântica, tornando-se referência na área ambiental na região. A família construiu uma base física para a Reserva, com quatro suítes, terraços e salas amplas com o intuito de receber visitantes e pesquisadores.

Os talentos da família são postos à disposição da causa ambiental e todos buscam promover atividades e eventos sócio-ambientais visando à sensibilização dos visitantes, a capacitação de comunidades locais e a sustentabilidade da RPPN. Sobre a notícia do prêmio, Jacineide Maia, que além de filha do seu Osvaldo é diretora de marketing da RPPN, não esconde o entusiasmo. “Foi fantástico, motivo de muito orgulho para todos nós, certamente esse prêmio irá aumentar ainda mais o comprometimento para continuarmos o nosso trabalho”, diz Jacineide.

Atualmente a Reserva recebe visitantes de diversos setores, professores e estudantes do ensino Fundamental de escolas públicas e privadas, grupos de terceira idade, estudantes universitários e grupos alternativos de meditação. Com a condução de psicólogas, filhas e neta do proprietário, os visitantes participam de dinâmicas de grupo visando uma maior integração com a natureza, fazem caminhadas e são orientados sobre reciclagem de lixo.

A RPPN Osvaldo Timóteo também está envolvida no projeto Repartição de Benefícios da Mata Atlântica e Mercado Sustentável em Alagoas, coordenado pela AMANE, com o apoio do SEBRAE AL e em parceria com o Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (IA RBMA). Neste projeto a base física da RPPN hospeda técnicos da AMANE e do IA RBMA oferece cursos de capacitação em culinária para público alvo do projeto. A equipe da RPPN também oferece assessoria ao projeto ao apoiar a comercialização dos produtos agro-ecológicos e artesanais.

Hoje o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN), em parceria com a AMANE, vem desenvolvendo esforços para a elaboração de um Plano de Negócios na propriedade, com vistas a buscar sustentabilidade para a Unidade e incentivar outros proprietários da região para a criação de RPPN’s.

A RPPN Osvaldo Timóteo também está inserida em um projeto denominado Civilização do Açúcar, em parceria com o SEBRAE AL, com o objetivo de desenvolver um turismo histórico destacando a paisagem de cana e da floresta como elemento de compreensão do desenvolvimento da região. Nesta iniciativa, a Reserva envolve também a Usina Serra Grande, localizada no município de São José da Lage e que possui mais de oito mil hectares de floresta atlântica conservada.

Segundo a diretora executiva da AMANE, Maria das Dores Melo, a reserva Osvaldo Timóteo serve de exemplo para a ruptura do modelo estabelecido. “Esta iniciativa pode parecer simples, mas, demonstra uma mudança de paradigma no uso da terra no estado de Alagoas, lugar que se destacou ao longo da sua história pela produção do açúcar, orgulho e símbolo de desenvolvimento para o estado. No entanto, é importante que se reconheça a importância da biodiversidade da mata atlântica, seus encantos e também suas oportunidades de gerar trabalho e renda. Exemplos como o de Seu Osvaldo e de outros empresários do setor sucroalcooleiro que protegem a Mata Atlântica precisam ser disseminados e valorizados para que sirvam de exemplos multiplicadores de boas práticas e de sucesso.”

O jornalista alagoano Paulo Pedrosa (em memória) ganhou na categoria de prêmio especial. Segundo o coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Afrânio Menezes, ele indicou o jornalista ao prêmio devido ao pioneirismo, conjunto de atitudes e ações em defesa das lagoas, das matas ciliares e dos remanescentes florestais urbanos de Maceió. Considerado o primeiro ambientalista nascido no estado de Alagoas, é de sua autoria a primeira lei, em todo o nordeste, que obrigava as cidades a terem um sistema de esgotamento sanitário fechado, usando a técnica de fossas sépticas.

Nos anos 40, ao observar a queda de produção do pescado devido ao assoreamento da barra do Complexo Lagunar, Pedrosa convenceu o comandante militar de Alagoas a retirar da defesa do litoral de Maceió cerca de 50 soldados do exército, que juntos realizaram, no braço, a primeira “dragagem” da lagoa, abrindo um canal de 300m de comprimento por 10m de largura, possibilitando a renovação das águas e a volta da fartura de pescado à mesa dos ribeirinhos.

Para protestar contra a poluição das lagoas e o desmatamento de suas matas ciliares, Pedrosa organizou uma caminhada por todo o perímetro do Complexo Lagunar, cerca de 150 km, que contou com a participação de mais de mil ribeirinhos. Na época foi a maior manifestação popular já vista em Alagoas.

Pedrosa escreveu dezenas artigos, em periódicos de Alagoas, dos quais 70% tratavam de problemas ambientais, e uma coletânea de artigos e fotografias sobre os problemas da piscosidade, da vegetação e da navegação das Lagoas Mundaú e Manguaba. Mais tarde, abraçou a política, tornando-se vereador de Maceió. Apresentou vários Projetos de Lei visando à preservação da Mata Atlântica, então existente nas periferias da Capital. O jornalista faleceu em 23 de abril de 2002, com 96 anos de idade.

Com sede em Porto Alegre, a ONG gaúcha Curicaca teve seu reconhecimento pelos quase 13 anos de promoção do desenvolvimento sustentável na Mata Atlântica. Voltada para atuar política e tecnicamente pela conservação do meio ambiente, valorização da cultura e pela promoção do desenvolvimento sustentável na Mata Atlântica, no Pampa e na Zona Costeira, atualmente a Curicaca está envolvida com a coordenação do projeto “Microcorredores Ecológicos de Itapeva”, com os programas de Desenvolvimento Sustentável, de Políticas Públicas e Fortalecimento Institucional e o Programa de Conservação da Biodiversidade e Áreas Protegidas.

Dentro de seus programas, a ONG oferece também diversos cursos e oficinas como Negociação de conflitos ambientais; Qualificação de educadores ambientais; Gestão de áreas protegidas; Planejamento colaborativo e Gestão bio-regional e corredores ecológicos. Para o coordenador técnico do instituto, Alexandre Krob, o prêmio foi inesperado e vem para reconhecer tantos anos de trabalho. “Foi uma surpresa, indicaram nosso nome sem a gente saber e ficamos muito felizes porque é uma luta de anos pela mata, temos um envolvimento muito forte com o sistema de gestão das reservas”.

A entrega dos prêmios está prevista para maio de 2010, em São Paulo. O Prêmio é constituído de uma estatueta de bronze representando um Muriqui (Brachiteles arachinoides) e um diploma. O Muriqui é o animal símbolo da RBMA. Os premiados são escolhidos através de voto dos membros do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica em suas ações anuais.

Reconhecido como uma das mais importantes homenagens às ações ambientais do país, o CN-RBMA criou em 1993 o prêmio Muriqui no intuito de incentivar ações que contribuam para a conservação da biodiversidade, o fomento e divulgação dos conhecimentos tradicional e científico e a promoção do desenvolvimento sustentável na área da Mata Atlântica.

Desde sua criação, em 1993, o Prêmio já foi concedido a pessoas e instituições renomadas, como José Carlos Carvalho, Mário César Mantovani, Aziz Ab’Saber, José Lutzemberger, Sebastião Salgado, Russell Mittermeier, a UNESCO, a Fundação SOS Mata Atlântica, a Sociedade Nordestina de Ecologia, aAssociação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, e no ano passado foi concedido também a AMANE.


Fonte:
AMANE - Associação para Proteção da Mata Atlântica do Nordeste
Rua Aluísio de Azevedo, 200 / 1005 CEP 50100-090 - Santo Amaro - Recife, PE
Fone/Fax: 81 3223 0317 - comunicacao@amane.org.br

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